terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cupons de Desconto


Desde o seu primeiro dia nos Estados Unidos, lembre-se de dedicar alguns minutos do seu domingo catando cupons de desconto. Principalmente se vc for pobre. Ou zura.
Os jornais de domingo nos Estados Unidos vem abarrotados de anúncios + cupons de descontos que os próprios fabricantes concedem ao consumidor. Ao longo da semana geralmente encontro poucas coisas nos jornais, a maioria é anúncio de promoções em supermercados, mas domingo sempre vem bombando de descontos ótimos. A boa é vc combinar esses cupons com as promoções das lojas. É nessa que vc faz as maiores economias e consegue coisas caras pagando apenas alguns centavos de dólar.

Os sites de várias lojas e fabricantes também concedem cupons que vc pode imprimir em casa. É só ficar de olho nas marcas que vc consome mais e entrar nos sites sempre antes de ir as compras.
Os temas dos cupons são super sortidos, vc encontra descontos pra cosméticos e higiene pessoal, fast-foods e restaurantes, refrigerantes e alimentação em geral, alguns eletronicos, diversos tipos de serviço como massagem, salão de beleza, manicure, mecanico.
Rola também um esquema de sites de cupons, mas não colei nenhum link aqui porque particularmente não confio muito. Caso vcs forem adotar esses recurso, sugiro que conversem com alguém que conheça sites confiáveis.
Não compre coisas desnecessárias nem fique insano(a) dessa forma:
Enfim, galero, fica aí a dica. 
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Com que roupa eu vou?

Voces
Tia Bruna, a miséria de 200 dólares por semana que a host family paga mal está dando pra bancar minhas saídas em dia de folga. Eu sempre preciso escolher entre fazer compras ou sassaricar pela cidade com as amizades. Assim não dá, assim não pode. 

Tia Bruna responde
Calma, meus sobrinhos, há solução, há quebra-galho.
Apesar dessa crise economica que está dando a volta ao mundo, vendo o mundo girar, graças a Deus ainda existe muita gente rica na terra do primo Obama. Essa gente rykezah e de bom coração cresceu nessa cultura consumista, de só sair do shopping center depois que o Coral Negro passar. E diga yes. Logo, qualquer liquidaçãozinha faz essa gente bronzeada (de laranja) mostrar seu valor comprando tudo e mais um pouco, abarrotando seus armários de roupas, sapatos, bolsas e bonés que nunca irão usar, que não combinam com seus estilos, que ocupam espaço nas casas. E o que eles fazem com esse excesso de pertences


É agora que vc comemora : eles mandam tudo para os centros de doação. Pode dar pulinhos. 

Gent, vcs não estão entendendo. Os centros de doação são lotados de roupas que muitas vezes ainda estão com a etiqueta original das lojas. Raramente vc paga mais do que 5 dólares em alguma peça. Sempre existem coisas de marcas famosas e se vc for um bom garimpeiro(a), vai tirar a maior ondinha com roupas luxerentas sem gastar nem 10% do seu pobre salário em vestimentas.

E onde eu encontro esses lugares, tia Bruna?  

Seguem os nomes e links de alguns centros que eu conheço. É um pouco variável de Estado pra Estado, mas certamente os que eu não postei aqui sua futura host mom/au pair amiga/vizinha/professora/cabelereira vai saber e te orientar. Have fun.

The Salvation Armyhttp://www.salvationarmyusa.org

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cuidados Com Essas Amizades


Bem, galero, compreendo que vcs chegam nos Estados Unidos ou Europa ou China ou sei lá onde vão intercambiar, com um foguinho no bumbum suficiente pra sustentar uma cozinha industrial. Todo mundo querendo fazer novas amizades, aprender outro idioma, beijar na boca e blablabla.
Conselho do dia (ces sabem que eu sou boa nisso): contenham a periquita.
Vou contar um curioso caso ocorrido enquanto eu turistava em Nova Iorque:
Verão de 2010, calor serial killer na cidade. Passei o dia de camiseta do Brasil e sainha preta. Partimos eu e Aline, a amiga que me acompanhava, pra Estátua da Liberdade. Aproveitando a ocasião, vamos todos mandar um beijo pra Aline.
Ao aguardar nosso horário de entrar na fila pra subirmos na Estátua, dois indivíduos nos abordaram. Eles falavam ingles e diziam que eram canadenses, apesar de sustentarem características físicas de indianos. Ambos tinham a pele marrom, cabelo liso e eram altos. Estavam muito bem vestidos. Óculos de marca, umas roupas chiques no último. Não eram o tipo de homem que eu aprecio, mas eram caras bonitos. Usaram a porra da minha camisa do Brasil como desculpa pra se aproximarem, com aquele papinho cliché:
- Ah vcs são brasileiras! Que legal! Nossos nomes são fulano e ciclano. Temos um carro com motorista e estamos hospedados em um hotel super rykezah, vcs não gostariam de se juntar a nós pra passearmos todos juntos?
Tia Bruna, já revoltada dentro da roupa, responde:
- NÃO.
Enquanto eu tentava maquiar dentro da minha cabeça algo pra apresentar como desculpa, senti que minha amiga estava, de fato, no clima de se juntar aos dois estranhos. Depois ela jurou que não, que estava só tentando ser educada, mas eu senti que se eu dissesse "sim" ela iria de boua.
Acabei afirmando que tínhamos preparado todo um roteiro a seguir e acabei despachando os dois delicadamente. Se atualmente fosse, eu teria logo falado algo como:
- Olha aqui, seus babacas, vcs tão pensando que eu sou retardada, ou que vim de Saturno? De onde vcs tiraram que eu nunca li uma caralha de um jornal nessa fucking vida a ponto de não saber que é assim que se aborda mulheres com o intuito de escraviza-las para prostituição, arracar seus órgãos, estupra-las e o caralho a quatro? Vão tomar no meio dos seus devidos cus antes que eu ligue pra porra da polícia, seus merdas! De otária aqui só tem a vaca da sua mãe, que na hora de abrir a buceta pra deixar seu pai gozar dentro ela deixou, mas na hora de criar e mandar vc arrumar uma piroca de um emprego de HOMEM aquela puta não compareceu. Toma jeito nessa xoxota cabeluda de vida ao invés de ficar aliciando mulheres por aí. Vcs merecem morrer na cadeia tendo esses cus fedorentos arrebentados diariamente pelo possuidor da maior pica da história da prisão mundial. Eu hein.
Enfim, consegui conter meus nervos o suficiente pra não pronunciar as sentenças de requinte descritas acima, ir embora classudamente e depois dar um esporro na Aline descontando meu ódio. 
Enfim, minha gente, novas amizades com homens bonitões são sempre algo maravilhoso,, mas por favor, não entrem no carro de estranhos, não fiquem de coleguice com estranhos, não vão pra hotéis de estranhos.
Mantenham-se todos(as) vivos e felizes.
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Meu Facebook está em algum local da barra lateral do blog, achem aí e podem add. Peço apenas que antes se apresentem. Love.
  
A pessoa pulante sou eu, no dia da situação narrada. Nessa hora eu já tinha superado o trauma.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Tia Bruna, devo levar presente pra Coordenadora?

LCC na Cultural Care/Area Director na Au Pair Care/ Community Counselor na EurAuPair e na Au Pair in America /Conselheira/Orientadora ou sei lá o nome que a sua agencia dá pra esse tão lindo cargo. É tudo a mesma coisa, apesar da nomenclatura ser variável de agencia pra agencia. Trata-se de uma jovem senhora que fica responsável por todas as au pairs da área.
    Pra quem ainda não entendeu o que essa pessoinha faz em nossas vidas, explico:
    Ela é obrigada a entrar em contato com a au pair ainda na primeira semana de chegada,
    Faz uma reunião com cada au pair e família dentro de no máximo duas semanas após a chegada,
    Esclarece qualquer dúvida do programa caso a au pair não tenha compreendido perfeitamente ao longo da semana de orientação,
    Mantém um registro de todas au pairs e famílias da área,
    Organiza reuniões mensais para au pairs da área ficarem amiguinhas,
    Estabelece, promove e mantém relacionamento com cada au pair e host família,Avalia os problemas com imparcialidade antes que se tornem crises e faz mediação, quando necessário, para resolver uma situação, informando o gerente de programa regional sobre situações críticas,
    Garante que cada au pair complete os requisitos educacionais,Oferta um quarto e conselho/apoio para uma au pair em caso de emergência (expulsão da casa, babados, confusão e baixarias, etc).
Enfim, são as funções básicas dessa moça. Acho digno ela receber presentes sim. Não precisa ser nenhuma jóia, mas um sabonetinho de maracujá, um livro com fotos do Brasil, um íma de geladeira ou um chaveiro não vão destruir seu bolso e farão seu filme com essa figura referencial tão importante na vida de uma au pair.                                   
    Nunca se sabe se vc vai precisar dela no futuro, e um presente sempre será uma gentileza a maior que a fará lembrar de vc com maior carinho. 
    Fica aí a dica.
    email: brunnahf@gmail.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Londres

Em meados de 2010, os planos da minha vida eram terminar o programa de au pair, voltar ao Rio de Janeiro pra resolver algumas coisas e partir pra Londres. Acontece que ao longo do intercambio, conheci meu marido. Após 15 dias de namoro já estávamos refazendo nossos planos de vida, que eram individuais até então, pra planos totalmente em dupla. O resto dessa história vcs já sabem. Pra quem caiu de pára-quedas nesse blog, clique aqui pra entender.
Continuando, não sei se já comentei, mas durante consideráveis anos da minha vida, trabalhei nesse lugar:


Pra quem não reconheceu, trata-se do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Aquele do bondinho. Como vcs podem perceber, isso é um ponto turístico, e como bom ponto turístico, conheci um monte de gente interessante. Algo que me marcou foram alguns colegas de trabalho, ex-intercambistas recém chegados de Londres. Os caras estavam loucos da pixoca de saudade daquele lugar. Descreviam Londres como o maior paraíso de todo o universo, diziam que os meses que viveram naquela cidade foram, sem dúvida, a época mais pica das galáxias de suas existencias, que nascer londrino significa o mesmo que nascer com a bunda dentro da lua e blablablablá.
Ao longo dessa vida, já conheci MUITA gente que morou fora do país, em praticamente todos os lugares do mundo. Já escutei zilhões de relatos de experiencias em outros continentes, mas NUNCA ouvi falarem de qualquer outra cidade que provocasse uma loucura no bumbum maior do que Londres provoca. Talvez alguns pontos da Califórnia, mas nada como Londres. As pessoas voltam de  lá ultra modificadas e na maioria das vezes, pra melhor. Londres parece ser um lugar onde todo mundo experimenta de tudo, quem é tímido faz vários amigos, tatuagem, vira roqueiro. Quem é caipirão, adquire cultura, quem é cafona cria estilo, quem é mimado, fica humilde. Tia Bruna, desde 1982, a Rainha dos Estereótipos. Enfim, Londres faz a galera feliz.
Daí que dando um rolé básico pelo Facebook (quem quiser add é bem vindo), me deparo com o post de um conhecido muito querido (óbvio, ex-morador de Londres) onde rola um vídeo desse programa apresentado pela atriz Maria Flor, na Multishow, que se chama "Todo Mundo". São relatos de pessoas que moram ou já moraram em Londres e como ficou a vida delas depois do regresso ao Brasil, ou dos que decidiram ficar por lá mesmo...
Se vc está querendo intercambiar ou até mesmo fazer uma viagem, mas anda em dúvida sobre o destino, dá uma olhada:
http://multishow.globo.com/Todo-Mundo/Videos/  - Link do programa no canal Multishow, tem todos os episódios.
http://www.youtube.com/watch?v=ts7KlTQ2Prs - Link do Youtube, do 1o episódio do programa.
SUSPIRO.

Essa linda é a Maria Flor.

Não, a Multishow não me pagou nada por esse post. Não, a Maria Flor não é minha amiga. 
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo e Aprendam a Calar a Boquinha



Oi, galero, que alegria estar aqui conversando com vcs nesse 2012, que promete muitas emoções. 

Vim contar uma coisa que mudou minha vida nessa jornada pré-embarque, de preencher papelada, procurar família, blablabla
Tenho notado, no Grupo de Au Pairs brasileiras no Facebook, que muita gente tem compartilhado cada pequeno detalhe do seu processo e queria fazer um pequeno alertinha
Lembro que na época em que fiquei online, estava falando demais. Qualquer pessoa que estivesse parada atrás de mim na fila do mercado já sabia, dentro de 03 minutos, que eu seria au pair nos Estados Unidos, que estava difícil encontrar família, que eu tinha sofrido uma decepção amorosa, que fui pra faculdade de Direito, que minha calcinha era rosa. Enfim, eu não tinha segredos com nada nem ninguém. Qualquer morador do Rio de Janeiro era ciente dos meus planos. 
Eu andava orando bastante pra conseguir uma família e estava deveras apreensiva porque minha idade iria estourar. Já era Maio de 2009 e eu não tinha host family. Completaria 27 anos em Novembro daquele ano,  meu sonho corria sérios riscos de acabar. 
Pois bem, um belo dia eu estava voltando da agência de intercâmbio, a STB do Centro do Rio, e peguei o metro lotado. Parei em pé bem de frente pra uma senhora de cabelos grisalhos, que estava sentada olhando pro nada. Ela tinha uma aparência estranha, cara de esquizofrênica. Vestia uma roupa simples, mas limpa. Essa pessoa perguntou se eu queria que ela segurasse uma pasta que eu carregava nos braços e fez alguns comentários estranhos. Nada demais, ignorei e continuamos a viagem. Eu estava bem cansada naquele dia e excepcionalmente, não estava realmente muito a fim de conversa com ninguém. Aceitei a gentileza e continuei calada. Após alguns instantes, ela repentinamente me disse isso: 
- Olha, vc tem que aprender a ficar quieta. Quando vc quiser muito uma coisa, conversa com Deus, em nome de Jesus, mas é algo só entre vc e Ele. Não fica contando aos outros, guarda tudo em segredo. Depois que vc já estiver com aquilo que queria nas suas mãos, vc pode contar pras pessoas. 

Depois ela mencionou um vago exemplo do que havia acontecido com sua própria vida, minha estação chegou, agradeci por tudo e tomei meu rumo. Caminhei 10 minutos, da estação do metro do Largo do Machado até a minha casa, refletindo sobre aquilo.
Segui o conselho dessa estranha e fiquei calada nas duas semanas consecutivas, evitando comentar coisas sobre o meu programa até mesmo com familiares. Eu sentia que as palavras que aquela jovem senhora desajeitada havia me dito faziam muito sentido. 
Resultado: Minha host family surgiu no meu perfil, telefonou e fechei com eles. Eram a melhor família do mundo? Nem de longe, mas também estavam bem muito ultra longe de serem a pior. Colocaram um carro disponível só pra mim, viajei com eles pra República Dominicana e Disney-Flórida. Tivemos problemas? Sim, sim, quem nunca? Mas fui muito feliz ao longo dos 02 anos em que vivi naquela casa.
Mas tia Bruna, vc contou isso tudo só pra que eu pare de divagar sobre minhas angústias lá no grupo de au pair? Mas eu preciso desabafar, mimimi.... 
Olha, o grupo de au pair do facebook é mais do que maravilhoso, está repleto de meninas lindas, super dispostas a ajudar, mas tenha moderação. Somos todos humanos, a inveja é algo que faz parte da nossa natureza e por melhor que a pessoa seja, em certas ocasiões o sentimento negativo em relação ao próximo é gritante e incontrolável. Por isso, dou a dica pra que se preservem. Não estou dando nem vendendo, como o ditado diz, o meu conselho é pra te ver feliz. Pra ler ouvindo: