segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo e Aprendam a Calar a Boquinha



Oi, galero, que alegria estar aqui conversando com vcs nesse 2012, que promete muitas emoções. 

Vim contar uma coisa que mudou minha vida nessa jornada pré-embarque, de preencher papelada, procurar família, blablabla
Tenho notado, no Grupo de Au Pairs brasileiras no Facebook, que muita gente tem compartilhado cada pequeno detalhe do seu processo e queria fazer um pequeno alertinha
Lembro que na época em que fiquei online, estava falando demais. Qualquer pessoa que estivesse parada atrás de mim na fila do mercado já sabia, dentro de 03 minutos, que eu seria au pair nos Estados Unidos, que estava difícil encontrar família, que eu tinha sofrido uma decepção amorosa, que fui pra faculdade de Direito, que minha calcinha era rosa. Enfim, eu não tinha segredos com nada nem ninguém. Qualquer morador do Rio de Janeiro era ciente dos meus planos. 
Eu andava orando bastante pra conseguir uma família e estava deveras apreensiva porque minha idade iria estourar. Já era Maio de 2009 e eu não tinha host family. Completaria 27 anos em Novembro daquele ano,  meu sonho corria sérios riscos de acabar. 
Pois bem, um belo dia eu estava voltando da agência de intercâmbio, a STB do Centro do Rio, e peguei o metro lotado. Parei em pé bem de frente pra uma senhora de cabelos grisalhos, que estava sentada olhando pro nada. Ela tinha uma aparência estranha, cara de esquizofrênica. Vestia uma roupa simples, mas limpa. Essa pessoa perguntou se eu queria que ela segurasse uma pasta que eu carregava nos braços e fez alguns comentários estranhos. Nada demais, ignorei e continuamos a viagem. Eu estava bem cansada naquele dia e excepcionalmente, não estava realmente muito a fim de conversa com ninguém. Aceitei a gentileza e continuei calada. Após alguns instantes, ela repentinamente me disse isso: 
- Olha, vc tem que aprender a ficar quieta. Quando vc quiser muito uma coisa, conversa com Deus, em nome de Jesus, mas é algo só entre vc e Ele. Não fica contando aos outros, guarda tudo em segredo. Depois que vc já estiver com aquilo que queria nas suas mãos, vc pode contar pras pessoas. 

Depois ela mencionou um vago exemplo do que havia acontecido com sua própria vida, minha estação chegou, agradeci por tudo e tomei meu rumo. Caminhei 10 minutos, da estação do metro do Largo do Machado até a minha casa, refletindo sobre aquilo.
Segui o conselho dessa estranha e fiquei calada nas duas semanas consecutivas, evitando comentar coisas sobre o meu programa até mesmo com familiares. Eu sentia que as palavras que aquela jovem senhora desajeitada havia me dito faziam muito sentido. 
Resultado: Minha host family surgiu no meu perfil, telefonou e fechei com eles. Eram a melhor família do mundo? Nem de longe, mas também estavam bem muito ultra longe de serem a pior. Colocaram um carro disponível só pra mim, viajei com eles pra República Dominicana e Disney-Flórida. Tivemos problemas? Sim, sim, quem nunca? Mas fui muito feliz ao longo dos 02 anos em que vivi naquela casa.
Mas tia Bruna, vc contou isso tudo só pra que eu pare de divagar sobre minhas angústias lá no grupo de au pair? Mas eu preciso desabafar, mimimi.... 
Olha, o grupo de au pair do facebook é mais do que maravilhoso, está repleto de meninas lindas, super dispostas a ajudar, mas tenha moderação. Somos todos humanos, a inveja é algo que faz parte da nossa natureza e por melhor que a pessoa seja, em certas ocasiões o sentimento negativo em relação ao próximo é gritante e incontrolável. Por isso, dou a dica pra que se preservem. Não estou dando nem vendendo, como o ditado diz, o meu conselho é pra te ver feliz. Pra ler ouvindo: